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Projeto “Coleção Gente da Bahia” lança livro sobre o cineasta baiano Roberto Pires

O projeto “Coleção Gente da Bahia”, da Assembléia Legislativa do Estado, acaba de lançar o livro Roberto Pires, inventor de cinema, de autoria do jornalista Aléxis Góis - que conta a trajetória do pioneiro em longas-metragens na Bahia.

Roberto Pires destacou-se por realizar o primeiro longa-metragem baiano, e também por sua capacidade de criação dos equipamentos que usaria em seus próprios filmes.  Foi dele a invenção da lente anafórmica Igluscope, similar à Cinemascope, artefato, até então, inédito no Brasil. O filme Redenção (1959) o projetou nacionalmente, impulsionando o cinema nacional, bem como o Ciclo Baiano de Cinema (1959-1963),  que antecedeu o Cinema Novo.

Neste livro, Aléxis Góis faz um passeio na história do cinema brasileiro, oferecendo ao leitor detalhes acerca do início, auge e declínio do movimento cinematográfico baiano. O escritor afirma que a ideia de escrever o livro veio do documentário Artesão dos Sonhos, no qual o talento e iniciativa do cineasta para fazer cinema são explicitados, deixando evidente a importância de Roberto Pires no cinema nacional, uma vez que, além de realizar bons filmes, superava com sua criatividade as dificuldades técnicas num estado sem qualquer tradição cinematográfica.

Aléxis Góis, além de jornalista e escritor, também já dirigiu os documentários Memórias do Coronelismo, Seca; Garimpo; Revoltosos, Vila de Rondônia: Terra de Imigrantes, Cantoria Caipira: Cururu do Médio-Tietê, A Alma Encantadora das Ruas, além de  Lobo não come capim. Também é membro-fundador do cineclube Roberto Pires, em Salvador.

por Marcele Dórea

Seção: Rapidinhas

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